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Política

Gestão Roney fechou 2025 com déficit orçamentário de R$ 1,72 milhão em Coroaci

Prefeito Roney Alves de Brito, de Coroaci

Dados declarados ao Tesouro mostram despesa empenhada de R$ 66 milhões diante de receita realizada de R$ 64,28 milhões no primeiro ano da gestão.

Coroaci encerrou 2025, primeiro ano da administração do prefeito Roney Alves de Brito, com déficit orçamentário calculado em R$ 1.715.319,24. A diferença aparece no cruzamento de dados que a própria Prefeitura informou ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), do Tesouro Nacional.

Segundo a base compilada pelo portal Prefeituras em Números, a receita realizada do município no exercício foi de R$ 64.280.033,05, enquanto as despesas empenhadas chegaram a R$ 65.995.352,29. Em outras palavras, os compromissos de despesa assumidos no orçamento superaram a arrecadação anual.

Resultado pede explicação sobre planejamento e execução

O déficit equivale a aproximadamente 2,7% da receita realizada. Não constitui, por si só, prova de desvio de recursos ou de irregularidade administrativa: o resultado pode envolver recursos acumulados de exercícios anteriores e precisa ser examinado junto com o caixa, os restos a pagar e os demonstrativos fiscais.

Há, porém, um ponto de transparência relevante. Ao executar mais despesas empenhadas do que o volume arrecadado no ano, o Executivo deve demonstrar como planejou a cobertura da diferença e quais medidas adotou para preservar serviços públicos e compromissos futuros. De acordo com o mesmo conjunto de dados, R$ 65,59 milhões foram liquidados e R$ 62,49 milhões pagos em 2025, etapas distintas do empenho.

2026 apresenta resultado parcial diferente

Os números mais recentes consultados indicam que, até agosto de 2026, Coroaci havia arrecadado R$ 49,62 milhões e empenhado R$ 43,35 milhões. A diferença positiva de cerca de R$ 6,28 milhões nesse intervalo é parcial e não permite antecipar o resultado do fechamento do exercício.

O município também registrara déficits orçamentários em 2024 e 2023, antes da gestão Roney, embora de valores diferentes. Por isso, a avaliação responsável deve considerar o histórico e não atribuir automaticamente toda a situação a um único mandato.

O balanço de 2025, ainda assim, merece esclarecimento público sobre as fontes de cobertura, os pagamentos pendentes e o comportamento das contas no ano seguinte. Essa explicação é essencial para que a população compreenda a situação financeira da Prefeitura sem confundir déficit orçamentário com falta imediata de dinheiro em caixa.

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